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| O homem
pré-histórico marcou na rocha seres humanos, animais, plantas,
elementos do seu mundo, expressando de uma forma intensa as suas vivências
(fig. 1).
As culturas da antiguidade como a Egípcia (fig. 2) e Grega, deixaram marcas da sua história registadas sob a forma de imagens desenhadas que nos oferecem meios para a compreensão do seu pensamento história e sabedoria. O desenho da idade média
transporta-nos para o ambiente da época com as suas personagens
ingénuas e espaços "impossíveis" por ausência
da perspectiva (fig. 3).
No renascimento o desenho
ganha pujança e força com as suas perspectivas sublimes e
a sensibilidade grandiosa dos mestres da época (fig.s 4, 5 e 6).
Cada cultura possui saberes,
códigos e valores próprios e portanto condiciona os sistemas
de comunicação. O desenho de cada período histórico
é condicionado por aquilo que em determinado momento histórico
é considerado verdadeiro e digno de importância.
Quase sempre um registo desenhado parte de uma experiência de observação da realidade. Reflectindo sobre o que vê, o homem regista o que compreende da realidade e o que julga ser digno de interesse (fig. 7). Do ponto de vista do observador procura-se fazer a descodificação do que se vê representado, a partir do que se conhece do mundo, fazendo associações automáticas entre o que conhecemos da realidade e o que vemos representado. O receptor, aquele que analisa um desenho, também só perceberá nele o que conseguir ou quiser entender. A cultura que cada um de nós possui, vai tornar-nos mais ou menos capazes de extrair "leituras" de uma imagem ou desenho. O tipo de sensibilidade, a disponibilidade e curiosidade para apreciar a imagem também conduzem a uma apreensão mais rica ou mais pobre. Leonor
Soares 2001-03
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O desenho e as suas funções - Introdução
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